Veja os principais cuidados na manutenção de centrais de concreto

A intensidade e a frequência das ações de manutenção de centrais de concreto é ditada pelo volume de trabalho desses equipamentos. Os planos de inspeções preventivas rotineiras incluem a lubrificação de mancais, a checagem da movimentação dos roletes, a calibragem da célula de carga, a verificação do alinhamento e da tensão da correia transportadora e o esvaziamento do compressor de ar.

“Os manuais técnicos das centrais de concreto orientam a conduta de manutenção preventiva e estabelecem rotinas diárias, semanais e mensais, até semestrais e anuais”, explica Luis Zulli, coordenador do serviço ampliado e direcionado da RCO.

De acordo com ele, as partes dos equipamentos que ficam diretamente expostas aos insumos, como a balança de agregados, estão entre os pontos de maior desgaste e requerem atenção. “Esses materiais são abrasivos e o atrito pode desgastar as partes em contato, embora as chapas de metal das centrais sejam dimensionadas para que esse desgaste seja sensivelmente minimizado”, salienta.

Outro componente que requer atenção é a correia transportadora. Para Zulli, se não for feita a devida manutenção nos roletes e tambores de acionamento por onde ela passa, essa parte se desgasta precocemente. “Mesmo assim, a borracha das correias transportadoras é dimensionada para movimentação de materiais abrasivos”, pondera.

CENTRAIS MISTURADORAS E DOSADORAS

Quintino Soares de Melo, supervisor de pós-vendas e oficina da Schwing-Stetter Brasil, reforça que as centrais misturadoras de concreto são as que mais sofrem desgastes, devido ao contato direto com o concreto, que é extremamente abrasivo, principalmente quando contém fibra de aço em sua fórmula. “A melhor situação é manter o misturador sempre limpo, isento de concreto seco em suas partes internas e lubrificar o eixo do misturador diariamente, ao final de cada troca de turno”, orienta Melo.

“No final da esteira das centrais dosadoras de concreto tem um cone de descarga para direcionar os agregados no balão da betoneira. É nesse ponto que os agregados atritam com a chapa de aço. Por isso colocamos um anteparo de chapa para proteger a estrutura e, à medida que ele vai se desgastando, é só fazer a substituição”, explica Melo.

Para ele, é importante utilizar as peças de reposição recomendadas pelo fabricante. “Operar com cuidado, atentar para as condições normais do equipamento e manter manutenção em dia também é essencial para não acelerar o desgaste das centrais”, diz.

CUIDADOS NA OPERAÇÃO

Por mais automatizadas que as centrais de concreto sejam, é preciso observar as boas práticas na operação do equipamento. “Excessos ou mau uso são evitados com o auxilio de sistemas de segurança e mecanismos eletrônicos que inibem erros nocivos aos sistemas e módulos, evitando também acidentes com operadores. Mesmo assim, como em uma planta de concreto trafegam caminhões betoneiras, caminhões tanque e pás carregadeiras, a perícia e a cautela dos operadores são fundamentais”, destaca Zulli, da RCO.

Nesse sentido, alguns erros precisam ser evitados para evitar o rápido desgaste desses equipamentos, como o excesso de carga na balança de agregados e impactos da pá carregadeira na balança de agregados. “Essas batidas podem danificar ou desalinhar a estrutura do equipamento e componentes físicos e eletroeletrônicos. Esses erros são evitados com o treinamento do operador da pá carregadeira”, diz Zulli.

Melo, da Schwing, concorda: “Para a conservação são primordiais limpeza, lubrificação das partes móveis como mancais dos transportadorestroca de óleo no tempo determinado e substituir as peças de desgaste no tempo certo, evitando que os misturadores se deteriorem”.

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